segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

inteira, aos pedaços


Descubro que tenho medo de impulsos
E que tenho medo de tornar-me apática por outras pessoas
Medo de digitar nome inadequado e ser descoberta por mim mesma
Medo de sempre ser luto ou luta
Medo de só pensar, querer e amar o que não há mais.

Cambaleando de pernas quebradas chego na segunda-feira seguinte.
Dirijo em obrigações, atravessando a cidade por ruas que não gosto mais.
Ando por outras, outros sóis queimando, buscando a passos lentos os sentidos que perdi da última vez.
Compro mangas. Prendo o cabelo. Choro no consultório. (choro na antessala também)
Em casa, desfaleço quando entardece. Tomo banho pro corpo esquecer de novo. E queria ter palavras mais suaves que me acolhessem, ao invés de aumentarem a dor dos cortes.

Sou essa fatia. Não é só até domingo. Enquanto estiver aqui, quero estar tentando.



Nenhum comentário:

Postar um comentário