domingo, 15 de setembro de 2013

tic-tac, não.. calma


Dá-me tempo para despedir-me.

Não falo de um relógio novo.
Nem um calendário com dias riscados
Preciso da delicadeza, da espera, do conforto.

Tempo para o beijo e o adeus.

Para que, com calma, com olhos, com afeto,
eu possa partir do nosso amor.
Para que em mim não fique só a dor,
mas também os bons encontros, as descobertas, as brincadeiras.

Desse jeito.
Sem o contador do tempo marcar a hora de sair.
Com meus passos leves e meu olhar amoroso.
Poderei finalmente colocar mochila/casa nas costas
e prosseguir minha trilha

Um comentário:

  1. E, no fim das contas, o tempo é um tempo inventado.
    Nunca o do relógio.

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