quarta-feira, 14 de outubro de 2015

entre quartas

O tempo sendo tempo.

De um menino que,
a partir da sua inocência,
me explica o mundo.

Que não há um só lugar em cada lugar.
Que cheiros são lugares.
Afetos são lugares.
Canções são lugares.

O que melhor o tempo faz é passar.
Sem que importe a crença, ou o tamanho do estrago.
Ele passa.

Todas nós, figurações do tempo.
Antes que eu entenda, já me carregou;
em giros, que eu fico tonta.
Não preciso de toda a minha sanidade,
ou equilíbrio,
para o que ele quer me mostrar.



Que o amor falha,
como a costura do vestido,
ou a tabelinha-matemática-do-sexo.

Que amor vira ódio,
até que não precise mais,
aí vira nada.

Tudo o tempo vê. Nada o tempo prende.
Tudo, dentro dele, como ele, vai passar.
Quando é pergunta que ele não responde.
Nunca não existe, é piada.
Sempre é o rebote, também não há.



Hoje é a minha aventura.
Antes era você.

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