
Ainda me pergunto, mesmo que sem pronunciar, o porquê dessa empreitada.
Perdida no pensamento solitário, de forma recorrente sou dúvida e desassossego.
Se estou em paz?! Parece que nunca. Ou, se não quiser prever o futuro, parece que não.
Só mais essa chama insistente, que não me deixou esperar a acomodação definitivamente.
Consegui engolir saliva, beijo e segredo por muito tempo, mas não o suficiente para esquecer.
Tenho medo de ficar só, mas não quero apenas tapear a solidão, sem dar valor real à companhia. Sei que as relações ultimamente são fortuitas, mas não acho que vá querer algo diferente do que me pede a alma.
Posso sim aprender a ouvir também o corpo, deixar que ele se expresse, que tenha vontade própria.
Quero também ser levada pelo corpo!Da minha janela em dúvida, agora, uma paisagem.