segunda-feira, 28 de novembro de 2016

ouça meu bem


Das peles
Na pele
Os pelos

Se encostas em mim, eu gosto
Se desencostas, não te conheço
Há tempos foste embora
Eu fiquei

Espero o dia nascer
Enquanto vivo, amanhece

domingo, 13 de novembro de 2016

Não mude o poema

aconteça o que aconteça
não mude o poema

se encontre
viva
cresça
sofra (por consequência)
mas não mude o poema

o que foi sentido
o que foi vivido
aconteceu, daquele jeito
e se foi ruim
foi também imensamente bom
Amor nenhum merece ser invisibilizado
não mude o poema

não é de nomes que falo
saiba valorizar o que te fez tão bem
o que te fez tão homem
o que te fez tão ser
seja tão íntegro como és

não mude um poema
se ele é a certa expressão
do que aconteceu
Amor

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

a dança

Ela falou meu nome e pra mim pareceu uma canção.
Um poema suave cantado
Poesia de uma palavra abraçada

Dias depois eu sofria com dor de cabeça.
Pra trazer um sono que descanse, minha brincadeira é lembrar de um momento bom
Lembrei do som do meu nome quando ela falou


sorri
fiz projetos
um café
saber mais
querer mais
dormi
a dor de cabeça diminuiu
querendo eu que passe logo
vez e outra eu penso nela

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

astral





Dois anos atrás meu rumo foi andar, viajar pra olhar de longe o que doía dentro de mim.
Em casa, nas mesmas ruas, mesmos bares, mesmas praças e calçadas, eu não conseguia pular pra fora da tristeza que era perder um amor.
Brechava o Tempo, arrumava a mochila, partia.
Voltava, brechava de novo, ainda saudade, ficava por aqui de joelhos, cabeça perto da terra, chorando pra dormir, até o dia de sair de novo.
Minha casa era um manto de lembranças, o trabalho de roupá-la em outras emoções era lento e necessário.

O amor engole aos pedaços, despedaça quando se desnorteia da razão de ser em mim.
Para não tratar somente - ou criar - sintoma (homeopatia ativada), fui pra longe, fazer carinho em mim, pela intervenção de outras árvores, paisagens, afeto de mulheres que me cuidaram por existirem.
Não era pra curar, Amor não é coisa de querer fora do corpo, mas pra ajeitá-lo em outros tons.

Não parei de viajar, nem quero! Mas os propósitos se fazem outros, falam mais das minhas buscas, do adiante. Fala sempre de Amor.
Lembrando disso agora porque?
É que é o Tempo de nova virada espiral daquele ano de 1968. Um mês pra queimar as redondezas. Aniversário para novos passos, sonhos, e as lembranças são ancestrais.

To chegando aí, Tempo!

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

encontrando pessoas


Falo de diversas formas das mesmas coisas

Na maior parte das vezes, pra quem eu falo não vai ler.


segunda-feira, 10 de outubro de 2016

por um lado de janela


Banho de mar foi no domingo - começa a semana com benção e orientação!

Antes, já tinha tratado com fogo essa tristeza, avô.

Foi-se

Achava que sabia perder - ainda acho! - mas também sei que a minha maior teimosia é de dentro, não largar sentimentos

Foi-se



Como é linda a palavra leve, desejo-a assim também
Virá! Chega-me!