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terça-feira, 15 de março de 2011

uma roupa para talula



Vou mandar fazer um vestido todo de poesia pra ti! Solto, do teu tamanho. Para usar com os sapatos de esperança que tens. E, no cabelo, enfeites de liberdade.

Vou pintar jóias discretas, imperceptíveis. Somente para que saibas que estás protegida. Um brilho nos lábios, que vem do olhar, e, antes dele, veio da alma.

No ar, o perfume dos teus sonhos, corpo adentro, corpo afora, pois somos mesmo tudo isso, misturadas aos outros e ao mundo.

Só te peço que não esqueças de colocar na bolsa o documento. A identidade de quem és, como és, para quem és, é que confirmará a beleza e o dom que tens e para os quais nasceste. De mim para o mundo, de ti para ele.

Com amor,
d'uma mãe que não sabe costurar, mas que adora poesia!

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Crenças!


eu só acredito no que é provado poeticamente
não há meia dúzia de canecas, mas formatos diferentes, cores diferentes, algo que me atrai a uma delas: a minha caneca!
o suco tem a cor do seu colete, um amarelo gostoso, pêssego líquido e gelado, cobertura colorida para o teu corpo

não sei ver os detalhes sem poesia
e a vida não existe sem os detalhes
então, por isso, estou me sentindo na obrigação das conclusões loucas, nada concretas.. acredito em tudo que me faça suspirar
começo a acreditar que a minha casa pode suspirar pra mim
eu a receberei com um sorriso, pintarei suas paredes com cores da cor de um sorriso, redes comunicando-se com o vento, lugar para receber os amigos, espaço livre, para as pessoas circularem
teremos espaço
teremos luz
teremos terra viva
uma alegria circulando pelos espaços vivos,

Teremos vida!